Resolução BCB nº 80, de 25/03/2021
Em resumo: A Resolução BCB nº 80, de 25/03/2021, é a norma marco que disciplina a constituição e o funcionamento das instituições de pagamento no Brasil. Está em vigor e foi alterada por 3 normas; a mais recente é a Resolução BCB nº 407, de 02/08/2024. Revogou a Resolução BCB nº 24, de 22/10/2020, e a Resolução BCB nº 49, de 15/12/2020. Alterou a Circular nº 3.681, de 04/11/2013, e a Circular nº 3.705, de 24/04/2014.
Resumo: A Resolução BCB n° 80, de 25 de março de 2021, é a norma marco que disciplina a constituição e o funcionamento das instituições de pagamento no Brasil. Ela estabelece as modalidades de atuação, requisitos de autorização, patamares de capital mínimo e regras de aplicação de recursos. Atualizada pela Resolução BCB nº 494 (5/9/2025) e Resolução BCB nº 407 (2/8/2024), entre outras, permanece vigente e é referência para todo o ecossistema de pagamentos instantâneos e Open Finance no país.
Situação: Vigente. Em vigor desde 25/03/2021, alterada por 3 normas posteriores.
Linha do tempo
- 25/03/2021 · Publicação Resolução BCB nº 80
- Alterada por Resolução BCB nº 407
- Atualizada por Resolução BCB nº 494
- Atualizada por Resolução Conjunta nº 14
- 01/03/2022 · Atualizada por Resolução BCB nº 155
- 01/12/2022 · Alterada por Resolução BCB nº 257
- 01/01/2023 · Atualizada por Resolução BCB nº 260
- 03/04/2023 · Alterada por Resolução BCB nº 296
Normas vinculadas
- Resolução BCB nº 407 · Alterou esta norma
- Resolução BCB nº 296 · Alterou esta norma
- Resolução BCB nº 257 · Alterou esta norma
- Resolução BCB nº 594
- Resolução BCB nº 559
- Instrução Normativa BCB nº 721
- Resolução BCB nº 548
- Resolução BCB nº 506
- Resolução BCB nº 494
- Instrução Normativa BCB nº 640
- Instrução Normativa BCB nº 638
- Resolução BCB nº 482
- Instrução Normativa BCB nº 619
- Instrução Normativa BCB nº 617
- Resolução BCB nº 437
- Resolução BCB nº 429
- Resolução BCB nº 412
- Resolução BCB nº 403
- Instrução Normativa BCB nº 479
- Resolução BCB nº 363
- Resolução BCB nº 356
- Resolução BCB nº 341
- Resolução CMN nº 5.077
- Resolução BCB nº 319
- Resolução BCB nº 317
- Resolução BCB nº 300
- Resolução BCB nº 293
- Resolução BCB nº 266
- Resolução BCB nº 260
- Resolução BCB nº 237
- Resolução BCB nº 235
- Resolução BCB nº 197
- Resolução BCB nº 198
- Resolução BCB nº 201
- Resolução BCB nº 202
- Resolução BCB nº 195
- Instrução Normativa BCB nº 202
- Instrução Normativa BCB nº 203
- Resolução BCB nº 166
- Instrução Normativa BCB nº 176
- Resolução BCB nº 155
- Instrução Normativa BCB nº 170
- Resolução BCB nº 150
- Instrução Normativa BCB nº 164
- Instrução Normativa BCB nº 150
- Resolução BCB nº 118
- Instrução Normativa BCB nº 128
- Instrução Normativa BCB nº 129
- Instrução Normativa BCB nº 124
- Resolução BCB nº 89
- Resolução BCB nº 49
- Resolução BCB nº 24
- Circular nº 3.705
- Circular nº 3.681
- Resolução CMN nº 4.282
Sumário Executivo
A Resolução BCB n° 80, de 25 de março de 2021, constitui o marco regulatório principal para a constituição e o funcionamento das instituições de pagamento no Brasil, disciplinando como essas entidades devem se organizar, obter autorização e operar dentro do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Publicada no DOU de 29/3/2021 e com entrada em vigor em 3 de maio de 2021, a norma foi construída com base na Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013, e na Resolução nº 4.282, de 4 de novembro de 2013, visando estruturar um ambiente regulatório claro para o surgimento e a consolidação de fintechs e demais prestadores de serviços de pagamento. A norma foi profundamente alterada ao longo dos anos por meio da Resolução BCB nº 257 (16/11/2022), da Resolução BCB nº 296 (23/2/2023), da Resolução BCB nº 407 (2/8/2024) e da Resolução BCB nº 494 (5/9/2025), além da Resolução Conjunta nº 14 (3/11/2025), que revogaram e reintroduziram dispositivos essenciais, especialmente no que tange ao capital social e às modalidades de autorização. A norma revogou diversas normas anteriores, incluindo a Resolução BCB nº 49, a Resolução BCB nº 24, e várias Circulares do BCB que tratavam de matérias correlatas, unificando o regime jurídico das instituições de pagamento em um único diploma. O objetivo regulatório é garantir a solidez do sistema financeiro, protegendo usuários finais e mantendo a estabilidade do SPB, ao mesmo tempo em que fomenta a inovação e a competição no setor de pagamentos.
Impacto Sistêmico
ALTO
A norma possui impacto ALTO porque estabelece as regras fundamentais para todas as instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central do Brasil, abrangendo emissores de moeda eletrônica, emissores de instrumento de pagamento pós-pago, credenciadores e iniciadores de transação de pagamento. A alteração dos requisitos de capital mínimo, os prazos de adequação e as regras de autorização afetam diretamente centenas de instituições, incluindo grandes fintechs, bancos digitais e processadores de pagamento. As atualizações recentes, como a Resolução BCB nº 494 e a Resolução BCB nº 407, trouxeram mudanças estruturais nos requisitos de capital e nos prazos de adequação, exigindo revisões operacionais significativas.
Base Normativa
Norma: Resolução BCB n° 80, de 25 de março de 2021 — Disciplina a constituição e o funcionamento das instituições de pagamento, estabelece os parâmetros para ingresso com pedidos de autorização de funcionamento e dispõe sobre a prestação de serviços de pagamento por outras instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
Alterações: Foram revogadas pela norma: Resolução BCB nº 49 (15/12/2020), Resolução BCB nº 24 (22/10/2020), Circular nº 3.974 (18/12/2019), art. 11 da Circular nº 3.962 (24/9/2019), Circular nº 3.944 (29/5/2019), art. 9º da Circular nº 3.898 (17/5/2018), Circular nº 3.885 (26/3/2018), art. 1º da Circular nº 3.705 (24/4/2014) e arts. 12, 13 e 18 da Circular nº 3.681 (4/11/2013). Posteriormente, a própria Resolução foi alterada pela Resolução BCB nº 257 (16/11/2022), Resolução BCB nº 296 (23/2/2023), Resolução BCB nº 407 (2/8/2024), Resolução BCB nº 494 (5/9/2025) e Resolução Conjunta nº 14 (3/11/2025).
Motivação: A motivação regulatória da Resolução BCB n° 80 reside na necessidade de disciplinar o rápido crescimento das instituições de pagamento no Brasil, especialmente após a edição da Lei nº 12.865/2013, que criou o marco legal para os arranjos de pagamento e as instituições de pagamento no Sistema de Pagamentos Brasileiro. A norma visa assegurar a estabilidade financeira, proteger os usuários finais, garantir a solidez patrimonial das instituições e fomentar a competição e a inovação no setor de pagamentos, alinhando-se às diretrizes de política monetária e estabilidade financeira do Banco Central do Brasil.
Acessar Regulamentação Original
Resolução BCB n° 80
Adequação
O cronograma de adequação é complexo e envolve múltiplas fases: (1) 3 de maio de 2021 — entrada em vigor da norma original; (2) 1º de junho de 2021 — início do cronograma de capital mínimo para outras instituições autorizadas (R$ 1.000.000,00 por modalidade); (3) 31 de dezembro de 2022 — prazo para instituições de pagamento já autorizadas adotarem as disposições do § 4º do Art. 5º (denominação social e canais de atendimento); (4) 1º de junho de 2022 — segundo patamar de capital mínimo (R$ 1.500.000,00); (5) 1º de junho de 2023 — terceiro patamar de capital mínimo (R$ 2.000.000,00); (6) 1º de dezembro de 2022 — entra em vigor a Resolução BCB nº 257, que altera prazos e valores do Art. 10, estendendo o cronograma de capital mínimo do emissor de moeda eletrônica até 2029; (7) 1º de janeiro de 2026 — prazo para cumprimento dos limites mínimos de capital social integralizado e patrimônio líquido (incluído pela Resolução BCB nº 407); (8) 30 de setembro de 2024 — prazo limite para instituições que formalizaram pedido de autorização até essa data para aplicação do § 3º do Art. 17; (9) 1º de maio de 2026 a 31 de maio de 2026 — janela específica para emissor de moeda eletrônica e emissor de instrumento pós-pago/credenciador solicitarem autorização (incluído pela Resolução BCB nº 494); (10) 31 de março de 2029 — prazo final para emissor de moeda eletrônica que não alcançou os volumes financeiros previstos solicitar autorização. A Resolução BCB nº 494 (5/9/2025) revogou os Arts. 10, 11, 12 e 13, redistribuindo as regras de autorização.
Impacto Operacional
A norma gera impacto operacional significativo para todas as instituições do ecossistema financeiro. Em termos de custo e trabalho, as instituições devem: (1) revisar seus contratos sociais e estatutos para incluir a expressão 'Instituição de Pagamento' na denominação social e prever cláusulas específicas de governança (Art. 5º e Art. 6º); (2) implementar políticas de governança aprovadas pelo conselho de administração, com revisões a cada dois anos (Art. 6º); (3) garantir o cumprimento dos limites mínimos de capital social integralizado e patrimônio líquido, que variam de R$ 1.000.000,00 a R$ 3.000.000,00 dependendo da modalidade (Art. 17); (4) estruturar a aplicação de recursos mantidos em contas de pagamento exclusivamente em espécie no BCB ou em títulos públicos federais registrados no Selic, com regras rigorosas de prazo e denominação (Art. 22); (5) estabelecer processos de comunicação proativa com o Banco Central do Brasil com noventa dias de antecedência para início ou encerramento de modalidades (Art. 14 e Art. 15); (6) adaptar seus sistemas de Open Finance para atender ao Art. 4º-A, incluindo a execução de serviços de iniciação de transação sem redirecionamento; (7) revisar controles internos para prevenção de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, conforme a Lei nº 9.613/1998 e a Lei nº 13.260/2016; e (8) garantir que a política de segurança cibernética e os requisitos de computação em nuvem estejam em conformidade com a regulamentação vigente. A Resolução BCB nº 494 (5/9/2025) simplificou o processo de autorização ao unificar os pedidos em uma única solicitação contendo todas as modalidades pretendidas, mas impôs prazos rigorosos para instituições que operavam sem autorização formal.
Alterações de Layout
Não há menção explícita a qualquer CADOC (código numérico de 4 dígitos) no texto da norma fornecida. Portanto, não há alteração de layout de documentos regulatórios com códigos CADOC especificada no texto. As alterações técnicas descritas na norma referem-se a: (1) tabelas de domínios de modalidades de instituições de pagamento (Art. 3º); (2) dicionários de dados relativos às categorias de instituições autorizadas e suas atividades especiais; (3) regras de protocolos de transmissão para comunicação com o Banco Central do Brasil (prazos de noventa dias para comunicação de intenção de início ou encerramento de modalidades); e (4) tags XML e estruturas de reporte relacionadas ao Open Finance (antigo Open Banking) conforme o Art. 4º-A, incluído pela Resolução BCB nº 407 (2/8/2024). A norma também faz referência ao Sistema de Transferência de Reservas (STR), à Conta Correspondente a Moeda Eletrônica (CCME) e ao Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), indicando integração com infraestrutura tecnológica do BCB.